A Ação dos Flavonóides nas Doenças Cardiovasculares
A doença cardiovascular (DCV) aterosclerótica é a principal causa de morte e de incapacitação no Brasil e no mundo.

O papel da dislipidemia na deflagração da aterosclerose coronariana está bem estabelecido, em especial, pelos níveis elevados do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL), acompanhados de redução da concentração das lipoproteínas de alta densidade (HDL), embora esteja definido o caráter multifuncional na etiologia dessa doença.
 
A oxidação das LDL, nas paredes dos vasos sanguíneos desempenha importante papel no desenvolvimento da aterosclerose. O principal motivo da oxidação das LDL é o aumento da formação de radicais livres, que são agentes pro-oxidantes, em detrimento dos antioxidantes, definindo desta forma um quadro de estresse oxidativo, que leva danos celulares e teciduais. Os radicais livres são produzidos naturalmente em nosso organismo através de processo metabólicos e, muitas vezes são de extrema utilidade como: ativação do sistema imunológico, desintoxicação de drogas, cadeia respiratória entre outros. Já a formação dos radicais livres por fontes exógenas são: poluição, cigarro, radiação, xenobióticos entre outros. Nesse contexto, diversos estudos apontam para o potencial benéfico dos flavonóides nas doenças cardiovasculares.

Os flavonóides são antioxidantes polifenólicos encontrados nos alimentos, principalmente nas hortaliças (batata-ingesa, repolho, tomate, rabanete, couve, escarola, nabo) e nas frutas (cereja, amora, framboesa, uva, mirtillo, morango, jabauticaba, goiaba, maçã), mas também em grãos, sementes, castanhas, condimentos e ervas, bem como bebidas como vinho, suco de uva e chá verde. 

Um dos flavonóides econtrados em alimentos e com grande características antioxidantes é a quercetina. Assim, a quercetina está associada à prevenção da oxidação de LDL, lipoproteína aterogência, e à formação de placas ateroscleróticas. Outros flavonóides incluem morina, miricetina, narigenina, rutina, quempferol, ácido tânico e ácido elágico.
 
Além disso, diversos estudos têm mostrados o efeito protetor dos flavonóides sobre as DCV, especialmente o resveratrol encontrado no vinho tinto e as catequinas encontradas no chá verde.
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